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“Por muitos anos, vimos os jornalistas brasileiros lidarem com várias questões relativas à insegurança, que vão desde grupos criminosos que tentam silenciá-los até empresários e autoridades públicas corruptas que discordam com aquilo que eles reportam”

- Hannah Storm, diretora do International News Safety Institute (INSI)

A morte do cinegrafista abre a temporada de caça aos Black Blocs


A
morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, atingido fatalmente por um explosivo lançado por um manifestante encapuzado durante a penúltima manifestação contra o aumento na passagem de ônibus no Rio, representou um ponto de inflexão na percepção e na forma com que o Estado lutará a partir de agora contra a violência dos chamados Black Blocs.
Com a sociedade ainda chocada e os principais formadores de opinião no lado contrário desde a morte de Andrade, os grupos violentos, que inclusive chegaram a contar com o apoio e a compreensão de parte da população brasileira durante a eclosão das manifestações em junho passado, parecem ficar cada dia mais sós em sua cruzada particular contra a Copa do Mundo, os aumentos do transporte, o sistema educacional vigente, a corrupção e, definitivamente, essa maionese que eles chamam “sistema”.
A polícia do Rio está voltada para a busca da pessoa assinalada como principal responsável pela morte de Andrade, cuja identidade já se tornou pública, incluindo sua foto. O sujeito, de 23 anos, responde pelo nome de Caio Silva de Souza e em sua ficha criminal constam dois casos relacionados ao narcotráfico.

Black bloc (do inglês black, negro; bloc, agrupamento de pessoas para uma ação conjunta ou propósito comum, diferentemente de block: bloco sólido de matéria inerte) é o nome dado a uma tática de ação direta, de corte anarquista, empreendida por grupos de afinidade1 2 que se reúnem, mascarados e vestidos de preto, para protestar em manifestações de rua, utilizando-se da propaganda pela ação para desafiar o establishment e as forças da ordem. Black bloc é basicamente uma estrutura efêmera, informal, não hierárquica e descentralizada. Unidos, seus adeptos adquirem força suficiente para confrontar a polícia, bem como atacar e destruir propriedades privadas que representem a opressão gerada pelo capital.
As roupas e máscaras pretas - que dão nome à tática e visam garantir o anonimato dos indivíduos participantes, a igualdade entre eles e caracterizando-os, em conjunto, como um único e imenso "bloco".

Fonte: JL/Francho Barón, El País

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