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Renovada, Casa da Moeda do Brasil quer conquistar a América Latina

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A renovada Casa da Moeda do Brasil quer conquistar a América Latina


Fabricar diariamente montanhas de dinheiro é a tarefa da Casa da Moeda do Brasil, uma das empresas mais antigas do país que, impulsionada por modernas tecnologias, se projeta no mercado latino-americano.
No complexo industrial que tem em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a Casa da Moeda produzirá em 2012 mais de quatro bilhões de notas de distintos valores, das quais 2,840 bilhões serão para o Banco Central do Brasil e as demais de pesos argentinos e bolívares venezuelanos.
Até alguns meses atrás eram impressos também guaranis paraguaios e em breve serão fabricados alguns valores do gourde, a divisa do Haiti, segundo funcionários da instituição que funciona como uma empresa autônoma, mas vinculada ao Ministério da Fazenda.
Durante uma visita a esta 'fábrica de dinheiro', o superintendente adjunto do departamento de cédulas, Edmundo Viana da Cruz, explicou à Agência Efe que alguns desses países imprimem seus próprios bilhetes, mas também recorrem ao Brasil pela tecnologia de ponta da Casa da Moeda para produzir com maior qualidade e segurança.
A Casa da Moeda foi fundada em 1694 pelo rei de Portugal, Dom Pedro II, e inicialmente funcionava em Salvador, mas em 1868 foi instalada definitivamente no Rio de Janeiro, onde nos últimos anos iniciou uma fase de expansão industrial.
O complexo conta com duas linhas de produção e está em fase de instalação uma terceira, com maquinaria importada da Alemanha, o que lhe permitirá ampliar ainda neste ano sua pasta, que inclui também o cunhado de moedas e medalhas, a fabricação de passaportes com chip, selos postais, cartões telefônicas e bilhetes de metrô, entre outros.
A 'joia da coroa' é a produção de notas, processo que demora em média 12 dias e que começa com a contagem minuciosa das folhas de papel-moeda, fabricadas com fibras de algodão e que levam incorporadas as marcas de água.
A impressão offset é feita em lotes de 20 mil folhas em cada um das quais cabe, no caso do real, uma média de 45 bilhetes por folha, o que significa 900 mil notas por lote.
Depois da impressão dos desenhos básicos pelo anverso e pelo reverso, os lotes recebem em alto relevo as figuras que adornam cada valor, depois as lendas relativas ao país e ao Banco Central, assim como os hologramas de segurança.
Cada passo tem um controle de qualidade cujo ápice está na 'Seção Crítica', onde um grupo de 55 mulheres que trabalham em três turnos revisa manualmente as milhares de folhas impressas para detectar com olhos de águia qualquer erro.
'As mulheres têm maior poder de concentração e mais apuro visual, o que lhes permite descobrir rapidamente possíveis erros', disse Viana à Efe para explicar o motivo pelo qual neste departamento impera o sexo feminino.
As 'críticas', como são chamadas, desdobram em forma de leque as folhas e apontam impressões sobrepostas ou fora de lugar, excessos de tinta ou qualquer outra eventual imperfeição que obrigue a retirar a folha inteira para sua destruição no final do processo.
Cada especialista pode revisar em um dia oito mil folhas impressas, o que representa que por suas mãos passam diariamente nada menos que 360 mil notas, uma fortuna alheia que já estão acostumadas a manusear.
Depois deste controle manual, as folhas de bilhetes voltam às máquinas onde são estampados os números de série e depois passam por um processo automático de corte, seguido da formação dos bolos de notas e seu empacotamento para serem levadas a uma abóbada onde permanecerão até seu envio aos respectivos bancos centrais.
As estritas medidas de segurança, que incluem numerosas câmeras em todas as dependências, se estendem ao descarte dos exemplares defeituosos que fariam a delícia de colecionadores, e até das bordas das folhas depois do corte das notas, que são enviadas a uma trituradora.
'À fase final tem que chegar a mesma quantidade de folhas que entrou. Em cada passagem da fabricação se contam os fólios e os trabalhadores de cada equipe assinam um controle', detalhou Viana.
A duração dos bilhetes depende de sua circulação, pois geralmente os de menor valor mudam mais vezes de mãos que os de valores mais altos, com o que se deterioram mais rápido, mas segundo o Banco Central, a vida útil de uma nota no Brasil é de 14 meses em média.

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